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Vou compartilhar com você informações sobre o mercado imobiliário no Canadá, assim como algumas experiências pessoais após 9 anos vivendo aqui.







sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Alto Índice de Endividamento do Canadense

Ontem eu li uma matéria bastante interessante no jornal Glob and Mail sobre o alto nível de endividamento do canadense e da preocupação do Bank of Canada com relação a este fator.

Os níveis de débito incluem financiamentos de casa e outros bens, linha de crédito assegurada por bens e cartões de crédito. De acordo com o Bank of Canadá para os próximos 5 anos o nível de endividamento pessoal deveria ficar na proporção de 1,38 a 1,40 por cada dolar de renda após deduzido a taxa de imposto de renda. Entretanto atualmente este valor esta em torno de 1,46 e de acordo com as estimativas do TD este valor pode chegar a 1,51.

Quando a crise econômica nos EUA estourou a média de débito dos americanos estava próximo dos 1,60.

O nível de endividamento das famílias canadenses aumentou muito nas últimas décadas devido a certos fatores: crescimento na cultura de consumo, baixa dos juros, aumento no período de amortização dos financimentos de imóveis, entrada da mulher no mercado de trabalho aumentando assim a renda familiar. Com uma renda maior em casa existe uma falsa segurança de que se um perder o emprego o outro pode levar adiante as despezas da casa, mas em realidade a família vive um padrão de vida na qual é necessário a renda de ambos.

Para controlar isto o Bank of Canada deve aumentar os juros e diminuir o crédito gratuito para evitar que as pessoas cresçam seus débitos pessoais. Portanto pode ser em que breve a gente não veja por aí propagandas do tipo: “compre hoje e pague só em 2012”, “juro 0 em 5 anos”, etc.

Desde os anos 80, o nível de débito do canadense praticamente triplicou e apesar do seu nível da renda ter subido também, ele não subiu nas mesmas proporções.

Como corretora eu vejo isto claramente em certas situações. A pessoa quer comprar uma casa e ela usa o valor máximo que a renda dela permite já na primeira casa. E na hora de financiar usa o máximo período de amortização possível que é para poder ter mais dinheiro para gastar. E compra uma casa muito maior do que ele precisa naquele momento da sua vida. A casa maior implica em maior taxa de imposto predial, maior custo de energia para iluminar, aquecer ( quando este é elétrico) e resfriar a casa no verão e mais gas para aquecer a casa. Mais área para limpar portanto mais tempo e produtos químicos, ou custo de mão de obra para fazê-lo, maior custo de manutenção física do imóvel e jardim.

Como a realidade de uma família geralmente muda a cada 5 a 10 anos, a primeira casa deveria refletir a realidade atual e que acomoda algumas mudanças nos próximos 5 anos.

O valor da entrada que você dispõe representará um percentual maior quanto menor o valor financiado e portanto menor será o valor pago em juros. Você terá mais chances de usar os privilégios que o contrato pode lhe dar ( tudo depende do seu contrato) tais como pagar X% a mais por ano no aniversário do financiamento, ou dobrar a prestação sem prejuizo do privilégio anterior, etc.

O importante é que na hora que você tiver crédito disponível, use- o racionalmente dentro da sua planilha financeira para não fazer parte da estatística dos endividados a curto prazo.

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